quarta-feira, 8 de novembro de 2017

#Somos todos contra a Concer

#Somostodoscontraaconcer é o tema da campanha lançada depois que foram divulgadas diversas manifestações de políticos, empresários e diversas pessoas contra a Concer.

Tudo isto ocorreu em função da tragédia ocorrida na manhã do dia 7 de novembro de 2017, quando uma cratera se abriu no Contorno, engolindo uma casa e deixando diversas interditadas, atingindo cerca de 50 famílias.

Com toda certeza, estas famílias ficam muito felizes ao ver que, principalmente os políticos da cidade, como os vereadores que cancelaram a sessão legislativa do dia 17 para dedicar todos os esforços para atender as famílias atingidas e, em apoio ao Governo Municipal. Petrópolis se senti prestigiada, pois no Senado, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) ocorreram manifestações contra a Concer e a favor dos petropolitanos.

A maioria dos políticos anunciaram que vão entrar com ação na Justiça contra a cobrança do pedágio, pelo menos enquanto a BR-040, na altura do Contorno continuar interditada por causa da cratera. Os políticos que fizeram este anúncio esqueceram apenas que já existem diversas ações neste sentido, além é claro do processo existente no Tribunal de Contas da União (TCU).

Já os empresários da cidade estão, mais uma vez reforçando o grito da população do Contorno, que desde o início das obras do túnel, sempre pediram atenção das autoridades sobre o que vinha ocorrendo, mais nunca foram ouvidos. Talvez agora, devido a tragédia, eles sejam ouvidos e alguma coisa de fato aconteça em benefício da população da região onde está sendo construído o túnel.

Não se esqueçam #Somostodoscontraaconcer.

Anderson Juliano fica ou sai

Nos bastidores políticos a aposta é quanto tempo vai durar no cargo o secretário de Educação, Anderson Juliano. Um dos motivos é o movimento dos profissionais de educação contra as medidas tomadas pela Prefeitura.

Há quem afirma que Anderson Juliano não é visto mais com bons olhos nem por funcionários que trabalham próximo ao seu gabinete. Se de um lado, há quem afirme que as medidas tomadas foram importantes e fundamentais, para os profissionais de educação ele começa a ser encarado como inimigo da Educação, o que pode gerar um desgaste ainda maior.

O descontentamento com o secretário vai além da Secretaria Municipal de Educação. Em algumas comunidades, pais de alunos estão se organizando para se opor as medidas tomadas pela Secretaria. Muitos pais contam com apoio de professores e outros profissionais da educação que estão se sentindo prejudicados por causa das medidas tomadas.

Enquanto isso, o prefeito Bernardo Rossi prefere não se manifestar publicamente, deixando as coisas acontecerem. Mas, políticos de plantão e de olho no governo, afirmam que é uma estratégia do prefeito, pois até o momento apenas o secretário tem sido alvo das críticas.

Um político ligado ao governo acredita que, enquanto as críticas não afetarem a imagem do prefeito, o secretário Anderson Juliano vai continuar no cargo, servindo como “bucha de ganhão”.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Polêmica da iluminação de Natal

     Enquanto o Brasil discute o aumento da violência na maioria dos estados, sendo o Rio de Janeiro a unidade da federal onde morrem mais policiais, sem contar os civis inocentes. Em Petrópolis, o inicio da semana é marcado pela discussão sobre os gastos do Governo Municipal com a iluminação de natal, sendo que, o dinheiro a ser usado, segundo a Prefeitura é da Contribuição de Iluminação Pública (CIP), que a maioria dos petropolitanos paga na conta de energia elétrica, cobrada pela Enel.

     Abro aqui um parêntese para afirmar que “sou contra a cobrança da CIP da maneira como é feita, pois todas as vezes que aumento o meu consumo de energia residencial aumenta também o valor da CIP, e com isso, porque gasto mais energia em minha casa, pago mais pela CIP”.

     Retomando o assunto, temos aqui algumas situações que precisam ser analisadas e questionadas, como por exemplo, o quanto a Prefeitura arrecada por mês com a cobrança da CIP. É importante destacar que, os valores não são baixos e por isso há uma necessidade de maior transparência nestes dados para que o cidadão petropolitano possa saber quanto é e para onde este dinheiro, pago por ele, está indo e se de fato tem sido bem utilizado. Recente informação da Prefeitura indica que de janeiro até agora foram investidos R$ 3 milhões em iluminação pública. Recursos da CIP.

     Outro fator é, como são definidos os locais onde os valores da CIP são investidos e quais projetos estão sendo elaborados para utilização destes recursos. Neste meio, entra então a iluminação natalina, que a princípio trará benefícios econômicos importantes para cidade ao ser um atrativo para turistas da região e de todo país. Não há dúvida que isto é importante para cidade, pois com a vinda de turistas todo comércio da cidade ganha, pois tem a oportunidade de aumentar a venda.

     Se de fato trará benefícios econômicos, além de tornar a cidade mais alegre, por que tanta polêmica? Talvez a resposta esteja no fato de que, momento de crise financeira, quando a Prefeitura não tem dinheiro para dar reajuste aos servidores e para fazer grandes investimentos na cidade, porque gastar dinheiro da CIP com a iluminação de Natal?

     A pergunta que todos fazem é se este dinheiro da CIP não poderia ser usado para pagar os servidores, dar aumento, fazer investimentos na saúde, na educação e em outras áreas da administração municipal. Há quem defenda que sim, mas há quem afirma, incluindo a Prefeitura, que o dinheiro da CIP só pode ser usado na iluminação, incluindo a iluminação de natal.

     A Lei 5.951 de 26 de dezembro de 2002, “que eu contesto a forma como determina a cobrança”, em seu artigo 3º afirma que: “A receita proveniente do recolhimento da Contribuição de Iluminação Pública - CIP destina-se a custear as despesas com energia consumida pelos serviços de iluminação pública, prestados de forma efetiva ou potencial, bem como as despesas com administração, operações, manutenção, eficientização, melhoria e ampliação do sistema de iluminação pública”.

     Baseado neste artigo, quando afirma que “destina-se a custear as despesas com energia consumida pelos serviços de iluminação pública, prestados de forma efetiva ou potencial” deixa uma margem de discussão onde pode-se justificar a utilização dos recursos oriundos da CIP para iluminação de natal, sendo este um serviço público. No entanto, entende-se também que esta lei é clara ao afirmar que é serviço de iluminação pública, isto é, o serviço que temos em nossas ruas e que nos garante certa segurança.

     Concluindo, este é um assunto que vai gerar discussões jurídicas, caso alguém entre com denúncia contra a Prefeitura.

     Mas, no meu modesto entendimento, a Prefeitura antes de anunciar que vai usar os recursos da CIP na iluminação de Natal deveria informar o cidadão petropolitano quais os projetos de extensão e melhoria de rede de iluminação pública que estão em andamento e sendo elaborados, assim como os valores a serem utilizados e que o uso de recursos da CIP para o Natal de Luz, não trará prejuízo aos investimentos na cidade.

     É só uma sugestão....

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Homem forte da Câmara no Governo Rossi

O vereador Marcio Arruda não deixa escapar absolutamente nada, principalmente quando usa sem bom humor para fazer alguma critica aos seus pares.

Na sessão de terça-feira, dia 12 de setembro, não foi diferente. O vereador durante o seu discurso, ao sugerir que o prefeito Bernardo Rossi peça ao Ministério da Saúde novas ambulâncias para Petrópolis, dirigindo-se ao presidente da Câmara, vereador Paulo Igor disse:

“O senhor poderia aproveitar todo prestígio, ou melhor, poder que tem no governo municipal para levar este pedido ao prefeito, para que ele não perca estas ambulâncias”.

A afirmação do vereador Arruda sobre o vereador Igor ter muito poder no governo municipal é na verdade um reflexo do que as pessoas, que acompanham política comentam nas ruas.

Os comentários são que Paulo Igor é um das caras mais fortes do governo e tem influência nas principais secretarias do governo.

Verdade ou não, o que é fato é que quando o prefeito vai às comunidades, o vereador Paulo Igor sempre está com ele. 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Acessibilidade e transporte público

A acessibilidade no transporte público da cidade foi tema de audiência pública, na Câmara Municipal, na manhã do dia 25 de agosto, presidida pelo vereador Marcelo da Silveira, que há meses vem chamando atenção dos vereadores para os problemas do transporte público na cidade.
O encontro contou com a presença de várias entidades petropolitanas, que defendem as pessoas com alguma necessidade especial e deixaram claro sua insatisfação com o transporte público, assim como a acessibilidade na cidade de forma geral.
Mais uma vez, a ausência de representantes das empresas de ônibus da cidade na audiência, deixa uma dúvida, se eles de fato estão comprometidos com o transporte público ou se, apenas prestam o serviço em função do lucro.
Na minha opinião, as duas situações podem caminhar juntos, mais o que vemos é justamente a falta de comprometimento na discussão de políticas públicas sobre mobilidade urbana. Notícias publicadas na imprensa local, mostra que na maioria das vezes a preocupação é com a gratuidade, ou melhor, buscar argumentos para reduzir a gratuidade, pois alegam que quem paga esta gratuidade são as pessoas que pagam a passagem, o trabalhador.
Outra questão que nos deixa preocupados é se os empresários de ônibus não consideram a Câmara Municipal espaço para estas discussões. O que seria um equívoco muito grande, pois é no Legislativo Municipal onde a discussão sobre políticas públicas ganha força e são definidas, principalmente quando transformadas em lei.

Independente desta situação, a audiência pública, promovida pelo vereador Marcelo da Silveira, deixou claro que há uma insatisfação de todos os segmentos com o transporte público e estão exigindo mudanças, o que obriga o governo a dialogar mais com a sociedade e com a iniciativa privada para que o transporte atenda a todos e a todas. 

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Sacerdote: mãos consagradas

No dia 4 de agosto, a Igreja Católica celebrou o Dia do Padre. Para muitos não passa de mais uma comemoração como tantas que estão presentes no calendário civil e no religioso.  De fato, não podemos tirar a razão de ninguém que pensa desta maneira, principalmente se olhamos para o sacerdote (padre) e vemos apenas um homem consagrado a Deus para servir o povo.
Talvez este seja um dos problemas da sociedade, não hoje, mas ao longo das décadas, olhar o sacerdote como um ser humano normal, que optou por consagrar-se a Deus. De fato é um ser humano, mas sua opção não é uma escolha de profissão, mais é uma entrega total a Deus para servi-lo e assim servir o povo.
O Bispo de Petrópolis, Dom Gregório Paixão (OSB), na missa do Crisma de 2016, em sua homilia ao dirigir-se aos padres, agradecendo todo trabalho realizado por eles, afirmou: “por meio das suas mãos consagradas chega ao povo de Deus a hóstia consagrada, o perdão e os sacramentos” e este ano completou afirmando que fazem chegar a todos a Palavra de Deus.
Este talvez possa ser um dos muitos significados do que é ser de fato um sacerdote: um homem consagrado a Deus, cujas mãos foram ungidas para levar a todos o Corpo e Sangue de Cristo, vivo e presença real na Hóstia Consagrada, oferecendo o perdão de Deus escutando o clamor do povo e ministrando os sacramentos, ao mesmo tempo que proclama a Palavra de Deus, não esquecendo jamais de seu caráter profético, denunciando as mazelas da sociedade e levando as pessoas ao encontro de Deus, mas, ao mesmo tempo, sendo o porto seguro espiritual e material de tantas pessoas.
É desta maneira que vejo o sacerdote e compreendo a sua importância na realidade social que vivemos. Esta “definição” dada por mim neste texto foi muito perceptível, quando, no dia 29 de julho de 2017, tive a oportunidade de estar na missa comemorativa dos 10 anos de ordenação do Padre Alexandre Brandão.
Uma celebração simples, porém de uma grandiosidade inexplicável. Naquela celebração estavam presentes todos os ingredientes que formam e dá sentido ao sacerdócio. A começar pela presença da família do padre – pai, mãe e irmão – sinal claro da importância da família na vida de qualquer pessoa, inclusive do sacerdote.
A comunidade que celebra o dom sacerdotal de um consagrado a Deus, que deixa tudo – sonhos, projetos, realizações pessoais, famílias – e se lança num projeto maior, sem perspectivas, mas apenas por acreditar naquele que dá sentido a esta decisão, Jesus Cristo. Por cada comunidade que passa novas conquistas e novos amigos, mas também sofrimentos e decepções superadas pela alegria de servir a Cristo.
Os amigos, presença da bondade de Deus e que por meio deles permite ao padre construir uma nova realidade familiar, onde não estão apenas os pais, irmãos, primos e tantos outros parentes, mais pessoas desconhecidas que se tornam conhecidas e com algumas se cria laços de amizades ultrapassando tempo e espaço. Foi o que pude perceber ao ver, ao lado do Padre Brandão o Padre Rogério Dias da Silva, cuja amizade foi sendo construída pouco a pouco tornando sólida, como testemunhou Padre Rogério.
Mas, para não me alongar mais do que já fiz, ao final da celebração, a oração e consagração de Padre Brandão aos pés da Virgem de Aparecida, me deu a certeza de que estava diante do um sacerdote totalmente consagrado a Deus. Ali, ajoelhado, em sua oração, Padre Brandão exerceu com fidelidade o ministério de anunciar a Palavra de Deus, não com lindo discurso, mais com uma simples oração testemunhando a própria vida, marcada por momentos de dor, sofrimento, angústia, decisões e a completa alegria de lançar-se nas águas mais profundas, sendo conduzido por Cristo.
Em outro artigo, quando falei da inauguração da Capela da Adoração permanente em São José do Vale do Rio Preto, afirmei que estava no lugar certo e na hora certa. Para concluir, afirmo que no dia 29 de julho de 2017, não poderia estar em outro local senão na Igreja Nossa Senhora de Lourdes, em Araras, celebrando os dez anos de sacerdócio do Padre Brandão.

Se neste dia, foi seu aniversário de ordenação, quem ganhou o presente fui eu e todos que estavam na Igreja.  

Presidente parlamentarista

Na quinta-feira, quando ouvir o presidente Michel Temer falar que fazia um governo presidencial com características de parlamentarismo, confesso que a minha vontade foi quebrar a televisão. Pelo menos teria a sensação de dar um soco neste senhor.... que está brincando de ser presidente e apresenta na verdade, não características de parlamentarista, mais de um ditador que faz de tudo para se manter no poder, inclusive convocando as Forças Armadas para reprimir manifestação popular.
Se de fato vivêssemos num regime parlamentarista ou que pelo ao menos tivéssemos as características parlamentarista e nossos políticos, homens públicos, fossem sérios e comprometidos com o país e com o bem comum, todos renunciaram seus cargos.
Pelo menos este deveria ser o gesto de um presidente que, claramente não tem mais credibilidade para governar o país. Perde apoio a cada dia e a cada dia fica mais evidente que é um dos corruptos.
Fui contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, pois vi na ação do Congresso Nacional uma ação meramente política, pois lhe faltaram articulação política e o bom senso de romper com os petistas e com as propostas políticas de poder. Se tivesse feito isto, talvez pudesse fazer um governo de coalizão, salvar seu governo e manter os avanços sociais que estão correndo risco de retroceder ao início do Século XIX.
No entanto, fui a favor de seu afastamento da presidência, pois não havia mais condições de governar. Ela havia perdido apoio no Congresso Nacional, no meio empresarial e de um grande número da população.
Vejo que o presidente Michel Temer está na mesma situação. Apesar dos empresários e grupos econômicos e os tucanos defenderem a reforma trabalhista e da previdência, não manifestam apoio ao presidente e alguns líderes destes segmentos já pediram seu afastamento da presidência.
Isolado, mantendo-se no cargo por acordos políticos que passa por salvar a pele de corruptos em troca do salvamento da sua, Temer vai governando e representando o país no exterior, cometendo gafes e dando declarações que se ficasse calado já estaria errado.
Se me perguntar se sou contra Temer, a resposta é sim. Como posso ter um presidente que não tem representatividade, que troca apoio por cargos e para salvar sua pele e de corruptos como Aécio Neves e outros, que convoca as Forças Armadas para reprimir uma manifestação popular contra reformas trabalhista e da previdência, que recebe em sua residência oficial um empresário processado e ainda com nome falso para não ser reconhecido, que diz que não fez, não falou e não usou e depois desmente sua declaração afirmando que falou, fez e usou.
Se este é o presidente que governa com características de parlamentarismo, então, seja honesto e justo consigo mesmo e renuncie.

Afinal de contas, se renunciar ao cargo de presidente, o que pode acontecer... apenas ser preso.